sábado, 20 de junho de 2009

Latinhas de alumínio

Não tinha o mesmo cheiro, nem a mesma mania de mexer no cabelo.
Era bonito, tinha lá sua beleza, seu charme.
Mas faltava alguma coisa, um encanto a mais.
Talvez o que não existiu foi a vontade, vontade e necessidade daquilo.
Um beijo, dois, mais...fisicamente ótimos, emocionalmente nulos.
Um abraço apertado, mas não aconchegante. Uma conversa interessante, mas não animada.
Uma noite, um cara, uma festa. Apenas mais duas pessoas atraídas por aqueles instantes de pseudo-afeto.
A música tocava, a multidão passava...
Os dois permaneceram alí por mais alguns minutos...um beijo, um abraço e um até logo.
Despediram-se, e se descartaram como se faz com latinhas de alumínio. Como um tipo de droga de efeito rápido, de sensação passageira.
O nome dele ela até lembra, e lembra principalmente do calor que ela não sentiu, e do friozinho na barriga que não aconteceu. Sem acelerações de coração, sem mãos geladas...nada.
Só mais uma festa, só uma noite, só mais um de nome qualquer.

(Hosana Lemos)

5 comentários:

Michele Hubner disse...

seu blog tá lindooo..

é, as vezes é bom nos "divertimos" sem nos apegar...

Poeta de um mundo caduco... disse...

Hosana que descrição perfeita das noites dos adolescentes!
Muito bom...
Parabéns, adorei!
E, na verdade, a gnt sempre chega a conclusão de que o amor da um toque todo especial a nossa maneira de sentir.
Beijar por beijar, nunca tem aquele gostinho doce de um BEIJO apaixonado!

Bjinhos no coração!

Daalana disse...

Reaalidade, quando a gente quer gostar de alguem a gente não consegue , maiis ao contrário , a gente tem sempre essas sençacões pela e com a pessoa errada ...
As vezes é bom nos divertimos, mais não devemos nunca brincar com os sentimentos dos outros.
beeijos:*

Priscila Rôde disse...

Como você escreve bem moça =)

Michele Hubner disse...

rsrs Hosana, o meu namorado só foi viajar, eu é que sou muito depressiva rsrsrs é como se ele tivesse me abandonado rsrs
(eu.morro.de.ri.de.mim.mesmo)