
Olho pra um lado, procurando uma resposta.
Reviro livros, agendas; reviro minha memória. Tento com todas as minhas forças saber exatamente onde eu errei. Olhos transbordam.
Onde que eu falhei?
Bagunço quartos, salas... até parece um jogo de esconde-esconde!
Eu tento encontrar uma explicação pra tudo ser assim...exatamente como não deveria ser.
Corro por dentro de meu interior, tentando buscar na mais profunda lembrança algo que me mostre a solução. O que eu fiz de errado?
Almejo uma luz, uma pontinha de racionalidade em meio a essa situação surreal.
Vasculho dentro de meu coração, remexo o baú de minha memória, abro a porta da minha consciência. Nada! Não há respostas, nunca houve.
Olho pra cima tentantando alcançar a minha paz interior, tentando me libertar dessas correntes que me mantém presa ao pretérito.
Talvez o erro não tenha sido apenas meu! E de certa forma lá no fundo eu sei que o peso do passado não caia somente sobre meus ombros.
Talvez eu não tenta tropeçado.
Quem sabe a culpa de todos esses embaraços esteja lacrada a sete chaves, na alma e no coração de outrem.
(Hosana Lemos)

